Conferências e mesas redondas

Programação das Conferências e Mesas Redondas.

Segunda – Tarde (16:00 – 18:00) | Auditório 5S

Conferência
A 50 AÑOS DE LA HISTORIA DE LA SEXUALIDAD. SEXUALIDAD, POLÍTICA Y SUBJETIVIDAD Profª. Ph.D. María Cecilia Colombani
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Profª. Ph.D. María Cecilia Colombani Universidad de Morón
Universidad Nacional de Mar del Plata
Centro de Estudios Clásicos y Humanísticos, Universidad de Coimbra
Asociación Argentina de Estudios Clásicos
Asociación Argentina de Filosofía Antigua
Asociación Filosófica de la República Argentina

El propósito de la siguiente comunicación consiste en efectuar un análisis del tema de la sexualidad entre los griegos, que Michel Foucault revisa en el volumen segundo de la Historia de la Sexualidad. Allí se problematiza el “amor a los muchachos” como un enclave de preocupación intensa, ya que el ámbito de los varones libres constituye un enclave de fuerte problematización en el marco de la cultura clásica. En la Historia de la Sexualidad Foucault intenta repensar el concept de sexualidad, no como una invariable histórica, sino desde una perspectiva que indaga la genealogía del sujeto del deseo. Creemos ver en esta obra tardía de Michel Foucault una doble convergência de abordajes. Por un lado, observamos una cierta “arqueología de la sexualidad”, un intento de excavar las capas o pliegues históricos sobre los que se ha ido configurando una cierta espesura, en torno a la noción en cuestión. En segundo lugar, observamos un enclave genealógico que permite visualizar las condiciones de posibilidad para una cierta emergencia, la “sexualidad”. Foucault pretende analizar una cierta dimensión estética en la configuración del modelo de subjetividad. Esto implica formas y modalidades de la relación com uno mismo, haciendo el epicentro de la mirada en el universo del sujeto en diálogo consigo mismo, constituyendo una verdadera epimeleia heautou. La problematización moral en torno al uso de los placeres, chresis ton aphrodision, viejo tema de inquietud que tuvo un escenario privilegiado en la Atenas Clásica, es el eje del presente trabalho.

Conferência
Uma interpretação butleriana do conceito de sexo em Foucault Drando. Lucas Rodrigues Caixeta
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Mestre Lucas Rodrigues Caixeta Doutorando em Filosofia
Universidade Federal de Uberlândia

Nesta apresentação discutirei minha própria leitura de um conceito muito bem aprofundando por Foucault em seu livro “História da Sexualidade Vol. I", o conceito de “sexo". O meu entendimento do conceito de “sexo" de Foucault surgiu por meio de um contexto específico, a saber, a leitura de Judith Butler, em específico em seu livro “Problemas de Gênero". Sendo assim, iniciei minha leitura de Foucault com os pensamentos de corpo, sexo e gênero de Judith Butler. A partir disso, pretendo fazer uma leitura não só do conceito, mas do contexto mais amplo da obra, obtendo, desse modo, certo entendimento acerca do tema. Minha interpretação se baseia na tese de que a “repressão do sexo" dita por Foucault seria, na verdade, uma repression de corpos. Assim, minha leitura visa posicionar a concepção foucaultiana do sexo no interior das discussões bluterianos da corporeidade e de sua repressão. Tendo e vista que a “repressão do sexo”, e em minhas palavras “repressão de corpos”, está se referindo a uma repressão à subjetividade de todos e todas os/as indivíduos. Isto, pois por meio de uma leitura de Butler, pode-se entender “corpo” como algo que é material, no entanto, um é um objeto que está sujeito a mudanças e interferências externas, e todo corpo é uma pessoa, e cada pessoa tem sua subjetividade, logo, a ideia que tratei é uma que concorda com Foucault, ou seja, nunca houve uma repressão do sexo, mas sim uma repressão de subjetividades para controle da população.

Segunda – Noite (19:00 – 21:00) | Auditório 5S

Mesa de Abertura
Foucault e a Filosofia Prof. Dr. Guilherme Castelo Branco
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Prof. Dr. Guilherme Castelo Branco (UFRJ)

Nesta intervenção vamos tentar seguir a caminhada teórica de Michel Foucault(1926/1984), no que diz respeito ao pensamento filosófico, de maneira direta e indireta, utilizando sobretudo, como fonte, os artigos e entrevistas que constam dos Dits et écrits, que estão organizados segundo a ordem cronológica. Ao final da leitura, vamos nos apoar nos cursos dos anos 1980, em que Foucault sustenta que a coragem da verdade consiste numa coragem cívica e política, que transborda na comunidade humana, na vida sociopolítica, onde somente aí faz sentido e tem lugar a excelência dos homens livres. Do percurso da redefinição do sujeito humano no pensamento do sistema, e de suas consequências, ao momento em que o sujeito é chamado a tornar-se artífice de si mesmo, a ser criador um novo modo de vida, vamos nos aventurar e mergulhar nos dizeres e pensares desse filósofo incomum.

Quarta – Noite (19:00 – 21:00) | Auditório 5S

Conferência
Parresia no Górgias Prof. Dr. Rubens Garcia Nunes Sobrinho
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Prof. Dr. Rubens Garcia Nunes Sobrinho Ifilo/UFU

descrição em breve

Conferência
Parresia em Sobre o ócio Mestre Rafael Batista Lopes de Oliveira
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Mestre Rafael Batista Lopes de Oliveira Doutorando em Filosofia - UFU

A hipótese abordada nessa palestra é a de que o escrito De otio de Sêneca possui latentemente a forma parresista cunhada pelo filósofo Michel Foucault a partir do pensamento antigo. Assim, para sustentarmos a hipótese levantada, a fala vai confrontar as seguintes perguntas. Em que época foi escrita a obra? A quais condições existenciais Sêneca estava submetido? Quais riscos Sêneca se colocou com tal posicionamento? Como, diante dessas perguntas, Sêneca pode se apresentar como um parresiasta foucaultiano? Mediante um aporte bibliográfico, tais questionamentos colocam Sêneca numa convergência entre pensamento e vida permeado por zonas de tensão entre estoicismo, epicurismo e política romana. Talvez, não por acaso, tenha sido sentenciado a suicídio forçado por Nero pela justificativa de conspiração. Sustentados por isso, podemos enxergar expressamente uma aleturgia: uma maneira de existir que manifesta em si toda a coragem da verdade de que se é capaz. Isso coloca o conceito foucaultiano de parresia no interior dessa obra, uma vez que essa noção é o modo aletúrgico por excelência.

Quinta – Noite (19:00 – 21:00) | Auditório 5S

Mesa de Encerramento
Substituímos o cinema pela lanterna mágica? Crítica foucaultiana do sujeito e do poder e suas implicações para as lutas feministas Profa. Dra. Fillipa Carneiro Silveira
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Fillipa Carneiro Silveira Ifilo/UFU

De um ponto de vista filosófico, as lutas feministas encarnam uma prática que desafia simultaneamente uma crítica do sujeito e uma política da verdade, tornando-se significativamente problematizáveis a partir do pensamento foucaultiano. Meu objetivo é desdobrar os termos da recusa, por parte de Foucault, de uma visão não dialética da história no interior mesmo de uma crítica à racionalidade neoliberal e suas possíveis implicações para os feminismos. Nesse sentido, a noção de governamentalidade é um conceito central no esclarecimento do fato de que a política da verdade foucaultiana se furta a uma práxis ao mesmo tempo em que sustenta a necessidade de se recusar “o que foi feito de nós mesmas” por complexas relações de poder que nos individualiza e totaliza simultaneamente.

Palavras-chave: sujeito, poder, neoliberalismo, governamentalidade, feminismos.

Mesa de Encerramento
A recusa do sujeito soberano: proximidades entre Foucault e Lacan Profa. Dra. Carolina de Souza Noto
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Dra. Carolina de Souza Noto UFSC

A partir do “retorno a Kant” de Foucault anunciado em 1965 no curso Arqueologia das Ciências Humanas dado no Departamento de Filosofia da USP alguns meses antes da publicação de As palavras e as coisas, procuraremos comentar o “retorno a Freud” de Lacan a fim de indicar uma afinidade de eco kantiano entre os dois autores. Trata-se de mostrar que, assim como Foucault, Lacan recusa uma teoria do sujeito soberano e que, assim como o filósofo, defende que o sujeito é dependente de uma instância mais orginária e fundamental que ele, uma instância, portanto, que tem estatuto de transcendental: a instância do inconsciente, que lida por Foucault, é também a instância da morte, da lei e do desejo.